Antonio Mario Pio Frioli, CEO da Log Space e apresentador do quadro “Log IN Space” na Record News, liderou uma discussão sobre inteligência artificial, segurança de dados, cibersegurança e os impactos da IA nos negócios e no mercado de trabalho. Ao lado da Fuse AIOT, o debate abordou produtividade, automação, inovação tecnológica e os desafios do uso indiscriminado da inteligência artificial nas empresas.
Velocidade sem estratégia não sustenta valor
A aceleração promovida pela inteligência artificial no mundo dos negócios tem gerado impactos positivos no mercado de trabalho. Em entrevista ao programa Inovação & Negócios, os empresários Murilo Silva e Danilo Silva D’Elia discutiram como o avanço das tecnologias reduziu o tempo de produção de novos produtos.
Segundo os convidados, a transformação do setor tecnológico fez com que até profissionais sem conhecimento técnico conseguissem lançar produtos no mercado, impulsionados por ferramentas automatizadas e modelos generativos. Apesar da rapidez da IA, D’Elia pondera que o uso indiscriminado de soluções prontas pode gerar dependência e reduzir o valor estratégico das empresas.
“No final das contas, a inteligência artificial é muito moldada pela quantidade de dados que você falou e pelo poder computacional. [...] Você ativa uma grande quantidade de dados, uma grande quantidade de parâmetros que você não tem nenhuma rastreabilidade de quais parâmetros você utilizou e se aquela resposta que você girou é a correta.” — Danilo Silva D’Elia
Dados, governança e ativos proprietários
Durante a discussão, Antonio Mario Pio Frioli ressaltou a importância de tratar dados pessoais com cautela e responsabilidade, destacando que empresas não podem utilizar informações sensíveis como se fossem parte de um experimento sem controle. Segundo ele, o uso inadequado de dados em sistemas de inteligência artificial pode gerar riscos legais, impactos na privacidade e problemas de conformidade regulatória.
Antonio também promoveu o debate sobre como investidores estão cada vez mais conscientes de que tecnologia proprietária e dados proprietários representam um diferencial competitivo relevante para as empresas. Segundo ele, o mercado começa a perceber que o valor de um negócio não está apenas na velocidade de criação de produtos com IA, mas na capacidade de construir ativos tecnológicos próprios, com governança, estratégia e sustentabilidade no longo prazo.
Segurança: o problema está nas pessoas
Silva também alertou para os riscos do uso de ferramentas de IA sem critérios rígidos de proteção de dados e criticou a falta de preparo das empresas em relação à cibersegurança. Para ele, o principal ponto de vulnerabilidade continua sendo o comportamento humano.
“As empresas investem milhões em sistemas, mas não investem em pessoas. Então, o problema de segurança nunca está no sistema. O problema de segurança está nas pessoas.” — Murilo Silva